• Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica
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As fronteiras administrativas da freguesia de São Domingos de Benfica, tal como hoje as conhecemos foram delimitadas em conformidade com o Decreto-Lei nº 42.142 de 7 de Fevereiro de 1959.

Mas a história da formação desta freguesia é mais antiga.
De onde lhe vem tal nome e desde quando existirá? Ninguém tem certezas da sua origem e a ele se atribuem várias histórias.
Rezam as memórias que já poderia existir no século XIII e não será temerário arriscar que a zona já seria uma freguesia, embora rural, de fraca densidade populacional e de secundária importância económico-social para Lisboa.

São Domingos de Benfica tem as suas origens ligadas a uma lenda. Foi D. João I quem doou à ordem religiosa dos dominicanos, a pedido do doutor João das Regras os terrenos onde em tempos se erguera um palácio conhecido por Paço de Benfica, morada de Verão de todos os soberanos, desde D. Dinis.
Segundo reza a lenda, aquele rei ao visitar o local, sublinhou a sua beleza natural, afirmando: “aqui bem-fica o convento”.
A antiga povoação de Benfica era indubitavelmente um dos locais mais bonitos e aprazíveis merecendo assim esta denominação não só pela sua privilegiada situação como pela abundância de água e arvoredo que a tornavam num dos mais deliciosos e poéticos lugares do Termo de Lisboa.

No século XV, já se reflecte a influência da instalação do Convento de São Domingos e assiste-se ao desenvolvimento do sítio e dos lugares que viriam a constituir a freguesia.
Ao longo da estrada de Benfica, movimentada via desde tempos imemoriais e, também ao longo da Estr. da Luz, fixaram-se populações, processo fundamental para a definição do território de São Domingos de Benfica.
Marcando os contornos do vale, corria a fértil Ribeira de Alcântara, de águas límpidas e murmurantes; paralelamente, espalhavam-se de um e outro lado, em encostas soalheiras, riquíssimas quintas e casas apalaçadas, para além de alguns edifícios de carácter religioso, oferecendo um cunho de beleza acolhedora e de opulência campestre.

No século XVII, a zona do que é hoje São Domingos de Benfica continua a ser procurada por várias famílias aristocráticas que possuiam vastas extensões de terra construindo eminentes palácios e frondosas quintas todas elas ricas em pomares, hortas e jardins.

O século XVIII correspondeu a novo surto de crescimento desta região. Uma parte da charneca passou a ser terreno arroteado, dividido em boas propriedades, onde apareciam grandes quintas com extensos jardins e abundantes fontes de excelentes águas. Muitas destas quintas foram permanentemente ocupadas pelos seus proprietários, após o terramoto de 1755. Ao acolher os habitantes da capital em ruínas, a povoação considerada então entre as mais aprazíveis dos arredores da capital adquire já algumas características residenciais e não de mero recreio.
 
Alvo de um constante aumento demográfico, a área de Benfica vê chegar no século XIX os transportes públicos e uma acentuada expansão das vias de ligação ao centro da cidade. O desenvolvimento do lugar até atingir a distinção de freguesia vai assim depender da evolução dos meios de transporte e da existência de vias de ligação ao centro da cidade, expandindo-se de cada vez que são melhoradas as suas condições de acesso. Com a criação da Estrada da Circunvalação em 1852, e estabelecidos os novos limites da cidade, São Domingos de Benfica ficou integrada no novo concelho de Belém, e assim se manteve até à extinção dele em 1885.

A criação da Estrada Militar e da via férrea Lisboa-Sintra, em 1885; a abertura das carreiras de eléctricos, em 1929, depois dos autocarros e, mais tarde, em 1959, o alargamento do Metropolitano até Sete-Rios, tornaram a área da freguesia cada vez mais procurada e mais povoada.


Como motivo particular de interesse desta freguesia de Lisboa, saliente-se o contraste entre duas situações distintas: a imagem da cidade que avança sobre os seus subúrbios, numa urbanização crescente e a marca do passado, traduzida num conjunto urbano que constitui, sem dúvida, um dos poucos vestígios dos arredores da antiga cidade. E o único elemento que separa estes dois tipos de ocupação do solo, entre si tão diferentes é a linha dos caminhos de ferro, cuja introdução veio contribuir decisivamente para a conquista desta zona da cidade.

A singeleza e a beleza do seu rico património histórico, cultural e natural e as novas formas de desenvolvimento e modernidade coabitam assim, de forma harmoniosa, motivos que por si, justificam uma visita a São Domingos de Benfica.

 

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                Brasão

De prata, laranjeira arrancada de verde, frutada de ouro, ladeada por dois pavões, de sua cor, realçados a ouro, o da direita posto em
cortesia, chefe gironado de prata e negro de oito peças, tendo uma cruz flrodelisada sobreposta a tudo, entrecambada destes esmaltes.

Coroa mural de três torres de prata.
Listel de prata, com a legenda: São Domingos de Benfica.

Foram usados os elementos em causa, pois representam:

As Laranjeiras”, a área das Laranjeiras, espaço desta Freguesia que corresponde às antigas quintas que se localizavam próximo de Sete-Rios;

Pavões” são aves de jardim ou parque pertencentes a uma fauna decorativa, aves exóticas que podem ser associadas à imagem de um Jardim Zoológico, onde existem animais que não entram no nosso quotidiano;

 “Chefe gironado de prata e negro de oito peças” representa as armas da Ordem Dominicana, fundadora do Convento de São Domingos, na área desta Freguesia e a cujo patrono se ficou a dever o nome da nossa Freguesia;

  “Coroa mural de três torres de prata” usada nos brasões das Freguesias

 Bandeira

Esquartelada de negro e branco, cordão e borlas de prata e negro, haste e lança de ouro.
 

 

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